Firefox e o pesadelo dos add-ons

A Mozilla, numa manobra arriscada com relação aos developers independentes de extensões para o browser Firefox, publicou um ranking dos Add-ons pelo impacto que estes têm no deterioração da velocidade do browser da raposa:

“Add-ons provide many useful features and functions, but they can also cause Firefox to become slower. Some add-ons can even slow Firefox to a crawl and make it difficult to use for regular web browsing. If you think add-ons might be the reason Firefox is lethargic, check the list below for some of the biggest bottlenecks. And remember, for best performance you should disable add-ons that you no longer use regularly.”

in Slow Performin Add-ons

Facilmente se encontra por essa World Wide Web fora, técnicas para aumentar a velocidade do Firefox, algumas delas (senão a maioria) obrigando a mexer nas configurações (about:config).
E que tal se atacarmos o problema na sua génese? Continue reading

Safari Web developer tools

Apesar do post onde relato a excelente experiência com Opera Unite, enquanto developer contínuo a lidar com os vários browsers: Firefox, Safari e agora Opera.

O  Firebug é um add-on para Firefox imprescindível para qualquer developer que permite a edição, debug e monitorização de CSS, HTML e JavaScript em tempo real e em qualquer página.

Usando o Firefox como referência no desenvolvimento, o Firebug é a ferramenta perfeita (ou muito perto disso) particularmente para debug de JavaScript.

No entanto quando lidamos com implementações particulares de JavaScript, como é o caso do objecto XMLHttpRequest, surge a necessidade de analisar o comportamento do nosso código nos vários browsers. Portanto pretendemos algo semelhante ao Firebug para Safaria e Opera.

Para o primeiro, Safari, o caso é simples: o pessoal da Apple deixou um mimo “escondido”. Para o activar basta abrir um terminal e executar o seguinte comando (todas as instâncias do Safari devem ser fechadas):
defaults write com.apple.Safari IncludeDebugMenu 1
A partir daqui ficará disponível um novo menu: “Develop”, com um vasto leque de opções incluindo o debugger de JavaScript.

No caso do Opera Unite não é necessário qualquer tipo de mágica: basta aceder aos menus Tools > Advanced > Developer Tools.

Safari Developer Tools

Safari Developer Tools

Opera Developer Tool

Opera Developer Tool

Mas que boa surpresa

As queixas não são de agora: o firefox a cada versão tem-se tornado mais pesado (com melhorias significativas numa ou outra versão), em particular quando o plugin Adobe Flash Player está em acção.

Por este motivo o Safari ganhou o protagonismo na minha máquina (iBook G4 1.33Ghz com 1GB RAM) até à versão 4.0.4 (4531.21.10), que começou a “crashar” com elevada frequência após a última actualização.

Hoje, quando discutia a implementação do standard SVG em J2ME, lembrei-me de verificar o mesmo no Opera Mini. Acabei por descarregar a versão desktop para MacOS e fiquei impressionado com a “coça” que este dá aos browsers anteriormente referidos (Firefox e Safari).

Unicamente a título de comparação ficam os registos médios da execução dos vários browsers na minha máquina, com a mesma carga, no que diz respeito ao recurso CPU:

Safari 58.9%

Opera 33.7%

Firefox 81.9%

Nos próximos tempos está decidido quem vai ser o protagonista, ainda por cima com o muito que há para explorar neste Unite.

XForms

Este ano (que vai no fim) celebram-se os 10 anos da publicação do formato XML (10 de Janeiro de 2008) que o World Wide Web Consortium está a celebrar.

“There is essentially no computer in the world, desktop, handheld, or backroom, that doesn’t process XML sometimes…”
Tim Bray

Este lançamento mexeu com a forma de “fazer a web“: o HTML deu lugar ao XHTML (passou a recomendação do W3C em 26 de Janeiro de 2000), sendo este:

  • mais rigoroso e limpo que o HTML
  • e na sua essência, não mais do que HTML definido como XML application

A partir daqui outras tecnologias/formatos se seguiram, entre elas:

  • XML DOM
  • XSLT
  • XSL-FO
  • XPath
  • XQuery
  • XLink
  • XPointer
  • Schema
  • XForms

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Firefox 3 – nova gestão de memória

As melhorias a nível de consumo de recursos, em especial de memória, na nova versão (ainda beta) do Firefox são notórias.

A quem interessar, “Pavlov”, engenheiro de software na Mozilla Corporation, documenta no seu blog o trabalho realizado a vários níveis para melhorar a gestão de memória no conhecido web browser da raposa.
Embora extenso é um artigo a não perder!

PS: Se alguém pretender aventurar-se no desenvolvimento de um gestor de memória (é o meu caso) o artigo “Inside memory management” será com certeza de muita utilidade.

Flash Player, mas porquê?

Confesso que estou de costas voltadas com o Flash Player!

Não consigo compreender porque é que um simples banner leva o meu G4 à exaustão, fazendo as “turbinas” rodar na máxima velocidade.
Certamente que um 1.33GHz PowerPC G4 com 1GB de memória não está obsoleto ao ponto de não me permitir navegar tranquilamente.

Já há algum tempo que esta situação me anda a incomodar e hoje, depois de algum tempo a tentar encontrar uma solução, decidi ir pela via menos ortodoxa: instalar o Flashblock (addon para o Firefox que desactiva os elementos flash das páginas substituindo-os pelo ícon do Flash Player. Caso o utilizador pretenda realmente visualizar esse objecto basta um clique sobre o respectivo ícon).

Este é um problema recorrente em Firefox, versões 2 e 3 beta 3, e Safari ambos com a versão 9 do Flash Player.

Assim, esta será a minha visão sobre a web pelo menos enquanto não conseguir resolver o problema.